Eu tinha só 16 anos quando resolvi fazer uma festa na casa da minha mãe. Na verdade, a festa tinha um motivo escondido: eu queria conhecer ele. Ele tinha 17 anos, aquele jeito meio perdido, sorriso bonito e a mesma dúvida que eu carregava… nenhum de nós sabia direito o que queria da vida. Naquela noite, no meio da bagunça, das músicas altas e das risadas dos amigos, alguma coisa aconteceu. Não foi amor perfeito de filme. Foi daqueles encontros que chegam bagunçando tudo sem pedir licença. Deus sabia que agente precisava um do outro. A gente cresceu junto. E crescer junto nunca é fácil. Já tivemos brigas enormes, palavras ditas no calor do momento, portas batidas e despedidas que pareciam definitivas. Já fizemos muita burrice, porque éramos jovens tentando aprender a amar enquanto aprendíamos a viver. Já passamos por muitos altos e baixos. Já tivemos perda, mais também tivemos ganhos. A gente se separou. Tentou fugir um do outro. Mas, no fundo, sempre existia algo puxando a gente de volta. Porque amor de verdade não é sobre não cair. É sobre escolher ficar, mesmo depois das quedas. Hoje, depois de tudo que vivemos, temos nossa menina de 3 anos iluminando nossos dias. Ela é a prova de que a vida também sabe devolver esperança. Cada sorriso dela carrega um pedacinho da nossa história, das nossas lutas e da força que encontramos um no outro. Nós não somos perfeitos. Nunca fomos. Mas somos reais. E talvez seja isso que faz nosso amor ser tão forte. Porque sobrevivemos ao caos, à dor, às dúvidas e ao tempo. E mesmo depois de tudo, continuamos aqui… mais unidos do que nunca. No final, o amor sempre vence. E o nosso venceu todas as vezes que decidimos nos escolher de novo.